Kim Keon Hee, esposa do ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol (que foi destituído do cargo), foi condenada a 20 meses de prisão por aceitar subornos ligados à controversa Igreja da Unificação. Seu marido foi recentemente condenado a cinco anos de prisão por abuso de poder e obstrução da justiça devido à sua tentativa fracassada de impor a lei marcial em 2024. Ele ainda aguarda sentença por graves acusações de rebelião, que podem resultar em prisão perpétua ou até mesmo pena de morte. Esta é a primeira vez na história da Coreia do Sul que um ex-presidente e sua ex-primeira-dama são condenados simultaneamente.
A crise política que levou à sua queda começou em 3 de dezembro de 2024, quando o presidente Yoon declarou abruptamente a lei marcial em um período de declínio da popularidade. Justificando a decisão com alegações infundadas de que grupos "antigoverno" pró-Coreia do Norte estavam ameaçando a segurança nacional, Yoon ignorou diversos membros do gabinete em uma reunião secreta de emergência. Suas ações desencadearam protestos em massa e forte oposição de parlamentares, culminando em seu impeachment em abril de 2025.
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